Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
ERRAMOS: livro-ponto

A repórti - ausente
Carminha - ausente
Denis - ausente
Dorotéia - ói eu aqui!
Nina - ausente
Rosana - ausente
Tássia - ausente
Livro-ponto - PRIMEIRA QUINZENA DA SEGUNDA E ÚLTIMA PARTE DO ANO
Marcadores: Amélia
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Livro-ponto
A repórti - presenteMarcadores: Dorotéia
Rede de jornais americana anuncia corte de funcionários

O grupo Gannett, que publica o USA Today, vai cortar mais de 1,000 vagas. A redução de pessoal é conseqüência da continuidade da queda na receita publicitária. As demissões vão afetar a divisão responsável por mais de 80 jornais locais, mas não impacta o USA Today, titulo de maior circulação nos EUA.
Chupado do Blue Bus
Marcadores: A Repórti
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Momento "Você sabia?"


Se comparado a TV aberta, jornal impresso, revistas, rádio e até ao cinema, a Internet é o meio que mais cresce em penetração no Brasil. Atinge aproximadamente 40% da população
(Ipsos Marplan)

Mais de 60% dos jovens de 10 a 24 anos estão online
(Ipsos Marplan)

Embora tenha uma quantidade menor de habitantes, Salvador (41%) tem mais internautas que São Paulo (39%)
(Ipsos Marplan)

O Brasil é o país onde as pessoas passam mais tempo online no mundo
(Ibope NetRatings)

Em 2008, vendeu-se mais computadores do que TVs no Brasil
(ABINEE)
Marcadores: Tássia Novaes
EVOLUÇÃO

Marcadores: Tássia Novaes
São João (sem graça) na capital

São João no asfalto não tem graça não. Festa junina nordestina precisa ter chão de terra batida, fogueira e balão. Balão de mentirinha, daqueles que enfeitam os postes e o salão.
São João no asfalto tem cheiro de nada.
Fiquei aqui na cidade e não me restou muita opção. Fui na Perini comprar uns quititutes, depois acabei indo pro cinema. Tem graça? Tem graça não.
Lá na casa de minha vó, em Jequié (fala-se Jiquié), no interior da Bahia, a gente acorda com cheiro de milho cozido. Da mesma espiga, faz o bolo, a canjica e o mingau. Com o fubá, faz mais bolo e cuzcuz. E tem a tapioca, hummmm. Bolo de tapioca, cuzcuz de tapioca, mingau de tapioca. Beijuzinho com manteiga, hummmm. Tudo muito gosto. Ainda tem o amendoim. Eiiitaaaa. Com o amendoim ninguém se segura, só pára de comer quando termina na panela. Pode ser torrado ou cozido. E pode ser também com uma cobertura açucarada. Dele, surge o pé de moleque e a paçoca. Muito gosto. Mas a minha queda mesmo é pelo aimpim: não há nada mais gostoso que bolo de aimpim com café preto, passado na hora. E o Licor? De maracujá, cacau, o clássico de jenipapo, de jabuticaba, laranja. A vizinha de minha vó faz até de pétala de rosa. Eiiiiita coisa boa. De noite, todo mundo põe uma roupa bonita e vai com seu par pro arrastapé. Se não tiver par, não tem problema: nunca falta convite para dançar na noite de São João. Os rapazes tiram as moças, enquanto o couro come no centro do salão. Sanfona abre e fecha, bate o triangulo e a zabumba, ê, é noite de São João. De repente, improvisam uma quadrilha. Vem a cobra, vem a chuva. Pulam a fogueira e vem o beijo. Às vezes, até casamento.
Verd
ade que essa festa tipicamente nordestina está praticamente em extinção.É preciso garimpar um bom destino para sentir o autentico São João.
Se a cidade não tiver coreto, nem vá. Não vá não. Capaz de encontrar um trio elétrico acompanhado por uma multidão.
Aqui na Bahia, já há alguns anos, a indústria do axé também toma conta do São João.
É um tal de forró do Sfrega, da Margarida, da Xereca, do Bosque, do Piupiu, da putaquepariu.
E tome Chicletão, Cláudia Leite, Calcinha Preta, Asa de Águia, Calypso, Alexandre Peixe etc etc etc. Horas e horas de qualquer coisa que nem de longe parece com o autêntico forró. E todo mundo se embriaga, se agarra, perde o juízo. Eiiiita carnaval. É mole não.
Lá nas bandas no meu interior, no forró pé de serra, a gente lembra de Jackson do Pandeiro, o cabra da peste, e de Luiz, o rei do baião.
Eiiiitaaa. É muito xote e satisfação.
Marcadores: Tássia Novaes
Domingo, 28 de Junho de 2009
Os segredos de Michael


Marcadores: A Repórti
Sábado, 27 de Junho de 2009
Notícias do frio
Patrícia chamou no msn agora à noite, às 22:30. Recebera um telefonema pedindo ajuda para Lara* uma das adolescentes que encontramos nas ruas e uma das nossas fontes e personagem durante reportagem sobre a prostituição de crianças e adolescentes. A internet funciona para acionar uma rede mínimamente fraterna - chamo a Fran que rapidamente se agiliza e em uma hora recolhemos roupas e sapato. Quase meia-noite quando Patrícia passou aqui para pegar a última leva. Uma hora depois me ligou e disse que Lara está incomunicável e dorme, sedada. Ia avisar a irmã que as roupas foram deixadas no hospital.
Quando a conhecemosm Lara tinha 17 anos. Era uma das muitas meninas cujos destinos são a beira das estradas,as boléias de caminhão ou as ruas desde muito cedo. Ela começou aos 13.
Há dois anos perdemos o contato com elas. Há muitos outros anos, a sociedade vem desfazendo o vínculo com os mais frágeis socialmente.
* Lara foi o nome fictício que usamos à época ao publicarmos a reportagem, visando protegê-las.
Marcadores: Rosana Zucolo
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
NINA ROSA ELFA
NA FESTA DE UM CASAL ESPECIAL CONHECI UMA MULHER INCRÍVEL.
ENTORNO DELA HAVIA UMA LUZ E UMA RODA SEMPRE SE FORMAVA AO REDOR DELA PRA CONVERSAR.
- VOCÊ SE PARECE COM UMA ELFA.
- JURA?
- JURO. SUGIRO QUE VOCÊ PROCURE SABER MAIS SOBRE ELAS.
...
PASSA O TEMPO E A GENTE SE ESBARRA NOVAMENTE NA FESTA.
- VOCÊ GOSTA DE FAZER O QUE?
- ....(SILÊNCIO)
- NEM SABE AINDA NÉ? MAS OLHA, VOCÊ NÃO PRECISA TER MEDO DO QUE VOCÊ SENTE NÃO,VIU? O SEU CORAÇÃO SEMPRE VAI SABER O QUE FAZER. VOCÊ NÃO VAI FICAR SOZINHA. VOCÊ VEIO PRA AJUDAR E VAI AJUDAR. BASTA NÃO TER MEDO DO QUE VOCÊ SENTE OU VÊ.
MEDO. COMO ALGUÉM ENTRA NA ALMA DA GENTE ASSIM?
DEPOIS DESCUBRO QUE É TARÓLOGA. MÃE DE UMA GRANDE AMIGA. NEM PRECISOU DAS CARTAS PRA SABER TANTO DE MIM.
"Elfo é uma criatura mística que aparece com freqüência na literatura medieval européia.Nesta mitologia os elfos chamam-se Alfs ou Alfr, também chamados de "elfos da luz" - Ljosalfr. São descritos como seres belos e luminosos, ou ainda seres semi-divinos, mágicos, semelhantes à imagem literária das fadas e das ninfas.
Eram divindades menores da natureza e da fertilidade. Os elfos são geralmente mostrados como jovens de grande beleza vivendo entre as florestas, sob a terra, em fontes e outros lugares naturais. Foram retratados como seres sensveis, de longa vida ou imortalidade, com poderes mágicos, estreita ligação com a natureza e geralmente como ótimos arqueiros. Os elfos são também descritos como semideuses associados à fertilidade e ao culto dos ancestrais, como os daimones gregos. Como espíritos, os elfos podem atravessar portas e paredes como se fossem fantasmas."
Tem hora que a vida diz: faça diferente
Cena 1 A Editora: Por quê você não foi lá no buteco na última sexta?
A Repórti: Foi aniversário da minha prima, não deu.
A Editora : Então vamos se ver esta terça no aniversário de C.
A Repórti: Ah, vamo sim. A propósito, ninguém vai sair de férias aí na sua editoria, não? Tô a fim de cobrir.
A Editora: Nãooo acredito. Quer voltar pra redação???
A Repórti: Querer não quero não. Estou precisando, na verdade
A Editora: Você não sabe da última? O jornal não coloca mais ninguém no lugar de quem saiu de férias.
A Repórti: Nossa, que método exploratório moderno!
A Editora: É. É uma forma de bater o chicote um pouco mais forte.
Cena 2
Quase morro de indignação, no último domingo (21), depois de ter feito junto com Meu bem a prova da Infraero para cargos de jornalista e engenheiro civil, respectivamente, em Salvador.
A Repórti: Por que a minha prova é quase 10 vez mais concorrida que a sua??? E Como se não bastasse seu salário é quase 1.000 reais mais alto que o meu, sendo que para ambos os cargos a proposta é 40h de trabalho? Por quê???? Que p* é essa????
Ele: Não sei, meu bem. Talvez pelo fato de o mercado de trabalho na sua área ser sufocante, instável, incerto. Por isso, muita gente correu para a estabilidade do concurso público.
A Repórti (ressentida, raivosa, provocando): Duvido que você tenha feito a redação melhor do que eu!
Ele: É isso. Tá na hora de você escrever um livro. Cargo público não parece mesmo com você.
Marcadores: A Repórti (ainda, na resistência)
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Cecília Meireles...em tempos sombrios
Jornal, longeQue faremos destes jornais,
com telegramas, notícias, anúncios, fotografias, opiniões...?
Caem as folhas secas sobre os longos relatos de guerra:
e o sol empalidece suas letras infinitas.
Que faremos destes jornais, longe do mundo e dos homens?
Este recado de loucura perde o sentido entre a terra e o céu.
De dia, lemos na flor que nasce e na abelha que voa;
de noite, nas grandes estrelas, e no aroma do campo serenado.
Aqui, toda a vizinhança proclama convicta:
"Os jornais servem para fazer embrulhos".
E é uma das raras vezes em que todos estão de acordo.
( in 'Mar Absoluto' )
Marcadores: Rosana Zucolo
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Escritas
A gente não escreve porque quer. Marcadores: Dorotéia
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Não calar
Aqui escrevem várias mulheres jornalistas. Nem sempre, mas escrevem!
Algumas são jornalistas por formação acadêmica, algumas por formação na vida. Todos movidas pela paixão e todas muito boas no que fazem.
Todas se desassossegam diante do desencanto. É o que as move.
Uma delas me disse na quarta última:
-É...o meu diploma saiu ontem e hoje já não vale nada!
Controvertida, a discussão sobre o diploma para o exercício do jornalismo ganhou proporções inimagináveis. Não dá para calar diante da forma como a decisão foi tomada no STF. Aliás, não foi uma decisão, foi uma queda de braço revestida de traços ditatoriais. Aliás, no Supremo, tudo lembra quem manda no que e em quem.
Para entrar no recinto, primeiro você é barrado pelos seguranças vestidos de preto e cujo porte lembra um armário do século passado. Eles pedem a sua identidade - do cpf à certidão de batismo. Câmeras fotográficas, nem pensar! Ela pode ficar pendurado no seu pescoço, mas de olho nele também estará o segurança, pronto a saltar no primeiro gesto.
O jovem assessor que assistia a votação estava debruçado sobre o braço, apoiando o queixo na palma da mão -não se sabe se segurava a cabeça por desespero diante do que ouvia, ou se a segurava porque o queixo caíra. Levou um cutucão de um dos seguranças com a advertência de que para estar ali, devia sentar-se com compostura!
Um único deputado cuja profissão de origem é o jornalismo estava presente à sessão. Saiu chocado! Tanto pela forma da votação, quanto pelos argumentos do relator. São 91 páginas de texto para uma decisão que ignora a história e o investimento na formação superior dos jornalistas. Pior, numa interpretação própria, nega movimento construído pela sociedade,como se cada escola de jornalismo tenha surgido isoladamente por iniciativa de grupos interesseiros, seja de jornalistas, seja de empresários. Os magistrados não dimensionaram o efeito da decisão tomada na superfície da questão. Também os jornalistas e o resto da sociedade civil não acreditaram que seria possível. Deu no que deu. Lamentável, inaceitável!
Marcadores: Rosana Zucolo
Quarta-feira, 17 de Junho de 2009
HOME sweet home

Marcadores: Rosana Zucolo
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
DIA DOS NAMORADOS
Marcadores: Amélia
DIA DOS NAMORADOS
Marcadores: Denis Rivera
Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Pelas bandas do Uruguai (VI)
A volta foi de muito frio e chuva. Intermitentes, por vezes fininha quase neve, outras forte com rajadas de vento gélido. Começou as 7 da manhã, quando saímos de Montevidéo e não deu trégua.
a cidade foi inaugurada como o Primeiro Museu Aberto de Artes Visuais do país e único na América Latina. Marcadores: Rosana Zucolo
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Pelas bandas do Uruguai (V)



Fora o episódio desconfortante, angustiante e “micante” é preciso admitir que Colônia é um lugar à parte. A cidade que é cercada por uma fortaleza, nasceu da gana da Coroa Portuguesa em estender seus domínios na região Platina nos anos de 1640. Mandou para lá os padres jesuítas que já andavam por aquelas bandas, colonos açorianos, mercadores, presidiários, índios e escravos, ignorando o Tratado de Tordesilhas. Como é um porto com facilidade de acesso a embarcações grandes, Colônia se tornou o centro comercial responsável pelos contatos diretos com o mercado atlântico e pela introdução de mercadorias européias e brasileiras a baixos preços, ou seja, nascia assim o contrabando. Inglaterra amou a idéia e no século seguinte fez dobradinha com Portugal para manter o comércio a mil.
Marcadores: Rosana Zucolo
Mudança. Cambio. Change
Senhora Patroa e demais Divinas,
Gostaria de informar que, por motivos de força maior, estou deixando pra trás o meu bloquinho de anotações. Agora carrego uma bandeja e sirvo chopp gelado, geladíssimo, segundo a Veja Salvador o melhor da cidade, a clientela rica ou levemente rica da cidade.
Beijos em todas.
Divina Garçonete
Marcadores: A Repórti, Divina Garçonete
Pelas bandas do Uruguai (IV)




Ruas de Colonia del Sacramento, a 150km de MontevideoÉ nítida a impressão de que os uruguaios vivem mais que nós, brasileiros. E os números confirmam. A expectativa de vida das mulheres é de 80 anos (três anos a mais que as brasileiras) e a dos homens 73 anos (seis anos a mais). Tal fator deve estar diretamente relacionado a qualidade de vida, já que o Uruguay possui o terceiro melhor índice de desenvolvimento humano da AL - 0,852 contra 0,800 do Brasil.
Curioso é que os mais velhos não só vão a pé: também seguem de carro. No trânsito, é possível ver modernos Citröen e recém lançados modelos da Ford ou GM, além de uma série de preciosidades anos 40, 50, 60, 70 difícil de entender como resistem ao tempo funcionando tão bem. Na Ruta 5, estrada que liga Montevideo a Colonia del Sacramento, nossa Toyota modelo 2006 foi ultrapassada por uma caminhonete Ford anos 60, vermelha. Vibração geral no carro, uma pena não ter feito a foto. Fora isso, durante toda a viagem vimos diversos de modelos que nos chamaram a atenção. A impressão que dá é que o Fusca 72 azul e branco, fuzelagem cromada, foi o único veículo comprado por aquele senhor que ao conduziu até a porta de casa. Uma sociedade que preserva o que tem, que sabe dialogar com o novo sem descartar o antigo, mantendo em uso até o dia que dure. Meu pai tá aqui lembrando que eles não têm salitre, a maresia não corrói os carros. Tendo uma boa conservação por parte dos donos, de fato, duram mais tempo.

Marcadores: Tássia Novaes
Domingo, 7 de Junho de 2009
NINA ROSA
O MUNDO É GAY. OU NÃO.
De tanto acreditar que todas as formas de amor valem a pena acabamos ficando um tanto confusos.
Eu sempre achei que meu "gaydar" ou radar gay funcionasse muito bem até o evento abaixo narrado.
Tudo começou num samba, festa de amiga. Muita gente bonita e interessante. Me sentei ao lado de um amigo da amiga. Gay, claro. De cara percebi. Adorei o sujeito! Simpático, falante, interessado, gentil. Gay, né? Então, fiquei toda amiga. Batemos altos papos a noite toda.
No dia seguinte a mesma turminha no cinema. Me sentei ao lado do amigo recente. Fomos ver Divã. Filme de mulher. Ele adorou, claro. E ficamos comentando o filme. Durante, no escuro e depois, a caminho do estacionamento. Nos despedimos e cada um foi pro seu lado.
Uma semana depois me encontro com a amiga. "Fulana, adorei aquele seu amigo." "Qual?" "Aquele assim assado...aquele que é gay...como se chama..há lembrei Beltrano!" "O Beltrano? Gay? Tá doida?"
Já imaginam o pânico da garota aqui né? Não que eu não continue achando que ele tem tudo pra ser gay, mas se ele diz que não ou acha que não e se as pessoas acham que não, bom, resumindo, EU DEI O MAIOR MOLE PRO SUJEITO!!!!! Grudei nele como a gente gruda em todos os amigos gays. Me consolo de pelo menos não ter chegado a comentar sobre o cara da mesa ao lado na tal festa.
Passada a vergonha veio a tranquilidade. BH é grande e a chance de nos vermos novamente é pequena. Basta esquecer o mico e pronto, certo?
Errado. Fim de semana seguinte nessa capital gigantesca e a gente no mesmo show. Ele, todo amigo, todo "me ensina a dançar?" Eu toda "Meu Deus o que é que eu faço?" Acabei dando uma gelada no sujeito, pobrezinho, tão simpático. Não foi de propósito, mas acabei dando.
Bom, fiquei me sentindo um tanto ridícula com meu comportamento, mas ok, tudo passa, BH é grande e tal...a gente deixa a coisa assim mesmo, certo?
Não, no dia seguinte almoço na casa de uma amiga, da mesma turma, que tem um irmão que calhou de ser o melhor amigo de quem? Dele mesmo. Do Beltrano. Quer mais? Na casa eram uns 5 casais de amigos e nós dois. Resultado, conversamos e coisa e tal...e toca violão e conta caso...e ficou desfeito o climão. Amigos, amigos.
Bom, eu ainda acho que ele pode ser gay. Ou não. O mundo anda tão louco. Tenho um amigo que me disse que a gente precisa saber entender o homem de hoje, que deixou de ser brucutu e pode sim ser mais sensível e comunicativo e não ser gay.
Além do mico, fica o aprendizado: o meio termo é quase sempre o ideal. Não precisa grudar no cara porque é gay e nem dar gelada porque é hétero. É tudo gente, com sensibilidade, simpatia, possibilidades.
Marcadores: Nina Rosa
Sábado, 6 de Junho de 2009
Pelas bandas do Uruguai (III)
Puro Verso!Povo letrado é outra coisa. E os uruguaios o são!Os jornais são diferentes, porque priorizam a interpretação do fato e não economizam texto; a televisão é menos suscetível às novidades decorrentes da inovação da tecnologia - perto dos nossos, os telejornais e as publicidades deles são qualquer coisa do século passado -, e o mercado da produção editorial é o máximo!
Livrarias não faltam e ficam abertas à noite, num irresistível convite a entrar. E foi numa dessas esquinas da 18 de julho, uma das avenidas centrais de Montevidéo, que me perdi na universo de livros da Puro Verso.
E ali se passeia por todo o mundo, das artes ao conhecimento mais complexo.
Pode-se encontrar as últimas (e as primeiras) edições sobre cinema, artes plásticas, fotografia, literatura, política...e tudo o mais que couber no seu bolso.
Eu sabia que não poderia ficar muito tempo ali. Não queria subir as escadas, mas o olho bateu numa prateleira enorme com letras garrafais e hipnóticas feito neón : comunicação.
PS: Claaaro que as fotos são da Tássia.
Marcadores: Rosana Zucolo
NINA ROSA
Hoje entrei com o cão no elevador.
Uma mulher levava duas gaiolas com canários no chão.
Prendi o cão com força mas ele não tirava os olhos famintos de cima dos bichos. Ele não latiu. Mas eu podia sentir no rosnar da gargana dele e na tensão da coleira que ele tinha fome de canário. Tinha, aliás, certeza de que a qualquer momento conseguiria pega-los.
Queria ter fome de vida assim. Mesmo presa saber que a felicidade está ao alcance de um salto.
Marcadores: Nina Rosa
Espalho!

Marcadores: Dorotéia
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
JÁ
Toda vez que assisto telejornal me sinto uma idiota. Ou pior, completamente solitária. Única no desespero. Senão, como explicar o tratamento que a China recebe do mundo inteiro depois do que ficou conhecido como "O Massacre na Praça Paz Celestial"... "Explica, mas não justifica".
Revi a cena do jovem estudante parado - parando - a fila de 5 canhões ou carros-canhões. Lindo ver que o motorista do canhão desvia. Hoje contei mais de dez segundos de cena estáticos. Parados. Os canhões e o jovem de camisa branca, com uma mochila em uma mão e o que parece ser uma jaqueta na outra. Conte devagar até dez ... com o mundo inteiro vendo ... e ... nada aconteceu. Nem me lembrava o que acontecia depois: o rapaz sobe no carro-canhão. E a China massacrou. Nós dissemos chocados: em pleno Século XX... É. Foi. E depois de um tempo, o mundo se curvou a tudo da China na abertura das Olimpíadas. Tudo principalmente poder, e uma brilhante demostração de inteligência.
A Sabedoria Oriental usada pelos chineses para o bom do comunismo e o bom do capitalismo. Bom para quem tem o poder. Aos milhões de outros, nem hotmail.
Depois vejo Lula em Abrolhos. Não sei o que ele foi fazer lá nesta época sem baleias. Mas sei que o programa Baleia Jubarte é bancado pela Petrobrás; sei que autorizaram a construção de um poço para prospecção de petróleo perto demais do arquipélago; sei que o Pres da Petrobrás é amigo irmão do gov baiano - o mesmo Pres que tem uma CPI nas costas; e sei que a MP da Amazônia está pousada na mesa do Lula no dia mundial do meio ambiente, faltando só a assinatura dele, porque a MP foi aprovada sim. Dando direito a quem tem terra na floresta, vender a terra. Quem tem mais terra, tem mais tempo pra vender do que quem tem menos - valorizando o produto, ou mesmo não vendendo. A Ex Ministra Marina Silva dá banho nos discursos - e não só nos discursos - Que dignidade tem aquela mulher!
E me pego relembrando o tempo que o Petty tinha no SP2 um adesivo onde se lia "Pela Demarcação das Terras Indígenas". Mas isso foi no Século passado.
Agora, um avião, cheio de tecnologia, indo para a sempre sonhada Paris, desmaterializa no ar.
E o socorro decola do Senegal. Da África. Daquele continente para o qual o mundo - também - dá as costas. A mesma África dos Diamantes de Sangue. A mesma de Darfur. A mesma da Copa do Mundo de Futebol. A mesma da Luanda que Tassita viu ouviu sentiu e por ela chorou.
E aí me lembro que é a Africa de Mandela.
Me lembro que é a China do Dalai Lama,
e que é a Amazônia de Chicos e Marinas.
E eu preciso fazer alguma coisa além de ver telejornal.
Marcadores: Denis Rivera
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Amanhã, na Concha Acústica [Salvador, BA]
Nome, bairro, amigo, amor
De onde vem o parar o mar?
Seu sorriso bateu aqui
Inda posso me apaixonar
Pedro Sá e Caetano
Sem cais - Zii e Zie | ouça
O fato de os americanos
desrespeitarem os direitos humanos
em solo cubanoé por demais forte
simbolicamente para eu não me
abalar
CaetanoA base de Guantánamo - Zii e Zie | ouça
Ecstasy (bala), balada
E me chama depois
Pra dar uma e dar dois
Ela é que causa, é que explana
E acende os faróis
Mas o meu samba transcende
E apaga as pegadas
Que ela quer deixar
Falso Leblon Big Brother
Tou fora do ar
(...)
Odeio a vã cocaína
Mas amo a menina
E olho pro céu
Ela se esgancha por cima
De mim: quem sou eu?
Falso Leblon - Zii e Zie | ouça
Marcadores: Tássia Novaes
Quarta-feira, 3 de Junho de 2009
A GLOBO, O RAJ e Cia.
Depois de moooito, moooito tempo mesmo, vi o Jô, por causa do ator Rodrigo sei lá o quê, mais conhecido como “que homem...!!!” [Lombardi? Ô Lombardi ... qui qui é isso????] mas também pela Índia.Se você chegou no ponto em que depois da quarta dose de uísque escocês, fica com aquela sensação de vazio... sente que ainda falta alguma coisa na vida... bom, pode ser hora de conhecer a Índia. Se bem que da minha turma poucos chegaram ao status do blend e naquele tempo “droga sintética” era alguma coisa feita de plástico que não prestava pra nada. Mesmo assim, no meio do caminho entre Arembepe e Tibete, depois das Diretas Já, fui pra Índia. Aguardem lançamento do livro.
Na Índia não é tudo barato. É tudo sem preço. Sem definição de valor. Coisas com um custo irreconhecível até pra nós - pobres desse terceiro mundo. No primeiro almoço, éramos 14 na mesa. Comida de monte. Pães e molhos pra vinte dias. Arroz, macarrão, legumes e aquele monte de coisa que a gente não sabe o que é, e bebidas e sobremesas. A conta: “trocentas” rúpias. Parecia que estávamos comprando um carro zero. O guia traduz: 9 dólares. Como assim? E passamos a viagem toda com um papel tentando anotar o que um devia pro outro. Fatos soltos:
- Pergunto o preço de um leque [abano, ventarola] feito a mão, de palhinha, todo trabalhado. Uma obra de arte. How much? Five. E eu fico assim... Com aquela cara de Mané... pensando... Five... Five o quê?... dólares? Não pode... Five rúpias?... E quanto é Five rúpias?... O guia me salva: Five cents. Comprei um, que o guia pagou porque eu ia demorar muito pra encontrar esse dinheiro na bolsa. Eu tinha, mas não sabia o que era. E quase apanhei do grupo porque não comprei 50.
- Uma saia indiana maravilhosa custa cents também.
- O sari, com seis metros de tecido da mais deliciosa e pura seda, 10 dólares - isso em loja chiquerésima.
- Os xales - que eu adoro - na rua custam de 5 a 7 dólares – de lã leve e pura. As pashminas são mais caras. Uns 20, 30 dólares.
- Comprei camisas de seda [também vendidas em araras na rua] por um dólar.
- A miséria indiana está em quem faz. Mão de obra mais do que barata, mão de obra escrava. Na garagem das “casas de veraneio” dos indianos vêem-se helicópteros [no plural tá?]. Não estamos muito distantes disso não, mas essa é uma história que fica para outra vez... Pergunto pro guia onde encontro os milionários da vida, em que lugar eles jantam... [euzinha cheia de boas intenções] e o guia responde: em Paris.
Mas se você quiser comprar alguma coisa da Índia, sem pagar o preço carissimo da passagem, experimente o Mercado Livre.com. Jogue na busca “indiano” e você vai encontrar escova progressiva, gaiola de passarinho, vaso, lego, facas, elefantes, almofadas, sinos, vestidos, batas, selos, revistas, DVDs, além de saris por 400 reais, saias por 60 reais, colares por 300 reais... tudo resultado do Padrão Globo de Mundo.

Marcadores: Denis Rivera
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Pelas bandas do Uruguai (II)
dedicada a Seo Ari
Querida Montevideo.
Gentil Montevideo.
Tranqüila Mondetevideo.
Cidade de vias largas com ruas cercadas de plátanos e perfeitamente pavimentadas com resistentes e eficazes placas de concreto. Não se vê um buraco, um papel voando, um amontado de lixo, um odorzinho desagradável. No chão, apenas as folhas secas do outono compondo com o frio uma bela paisagem. E o mais curioso: também não se vê lixeiras ou papeleiras. Mais um sinal da refinada educação. Montevideo é limpa porque é educada. E é tranqüila porque é organizada. Cidade de trânsito intenso, porém suave: praticamente não se ouve uma buzina, embora tenha bastante carro nas ruas - e carros de todos os tipos: novos e antigos (cada raridade!). Não se faz seguro de veículos. Tampouco os carros têm trava elétrica, GPS ou qualquer outro kit paranóia socorro-vou-ser-assaltado. Não! Em Montevideo não vou ser assaltado. Pelo contrário. Nas garagens, os motoristas deixam as chaves no painel do carro. E nós, que chegamos de fora, não nos preocupamos ao deixar o nosso carro (sem seguro) toda noite na rua, na porta do hotel.
Inesquecível Montevideo.
Não é a toa que leva o título de cidade da América Latina com melhor qualidade de vida.
Uma das 30 cidades mais seguras do mundo.
A gente quer voltar logo.
E de preferência, para morar.
Marcadores: Tássia Novaes






















