Teares e tecituras
Achei uma prima que também queria e uma ex-vizinha que ensinava. Comprei um tear de pente liço de 90 cm e os instrumentos básicos para começo de conversa. Descobri como fazer para cortar a lã conforme a peça, como colocar o fio no tear através do pente e dar forma à urdidura. Combinar cores é algo que não apenas te ocupa, mas te faz criar!!
Tenho também um certo vício pelos novelos de lá. Coisa herdada da minha mãe que jura nada ter a ver com isso. Mas ver muitos novelos juntos e de diversas cores,de algum modo me conforta. Fios, muitos fios!!!
Mas e de tear na mão, ali se foram muitos experimentos, tecidos, chales, mantas e cobertas. Ver as tramas se fechando e compondo os tecidos é algo que vicia. É projeto na mão. É a "coisa" se materializando. E que se quer ver pronto logo. E é também quando a gente entende que trabalhando do lado de "fora", organiza o dentro.
Meu tear passou muito tempo parado por conta do doutorado - quatro anos para ser mais exata. Agora, deu saudade e resolvi retomá-lo. Esta tecitura da foto aí é uma mantinha que estou devendo para um amigo há uns três invernos. Ele está mais velho e o inverno mais frio. Vou cumprir a promessa em vida!!!
Tenho também outro projeto ainda em compasso de espera - quero uma roca de fiar como esta aí da Dona Zélia, e lã crua para fazê-lo. Na minha utopia, gostaria de criar ovelhas para somente a produção de lã. Fios, muitos fios, cardados, lavados, coloridos...não seria uma maravilha?
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