MEU DESEJO PARA 2013
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Parar as engrenagens da mudança é mais difícil do que colocá-las em movimento. A vontade de mudar foi se instalando na minha mente e hoje estão entranhadas até a alma. A cada dia cresce a certeza de que é preciso renovar, recomeçar.
Há mais de 10 anos como jornalista percebo que, por mais incrível que a profissão me parecesse no início, hoje a vida ao vivo me interessa mais que a gravada em HD. Quero ter mais tempo pro dia e pro fim de semana. Quero feriado e passeio com meus cães aos domingos... quero ver a minha família com mais frequência...e encontrar alguém pra chamar de meu amor.
O primeiro passo, e sei que é só o primeiro de muitos, já foi dado. Comecei há cerca de um mês um cursinho preparatório para um concurso público. Não tenho a ilusão de que ser funcionária pública vai resolver todos os meus problemas. Mas, colocando os prós e os contras na balança, entendi que pode ser uma chance: uma chance pra ganhar melhor e me programar pra uma velhice mais saudável e mais feliz.
Apesar das dificuldades, voltar a estudar tem sido prazeroso (tirando a matemática, que realmente, não me pertence). E a perspectiva de ter um salário razoável abre as portas pro sonho. Ou melhor, pra muitos sonhos: uma casa com quintal...um carrinho...e mais tarde um negócio próprio.
O caminho é longo, mas a visão do fim dele me anima. "Bora" recomeçar a sonhar e a escrever aqui no Divinas também!!!
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Outro dia mesmo fiz trinta anos e veio a crise. Crise de achar que com trinta a minha vida deveria estar resolvida: casada, com um filho (ou grávida, ou planejando engravidar...), num emprego que me fizesse feliz e que me pagasse bem, com um carro, uma casa (ou planejando ter uma), etc, etc, etc.Marcadores: Marina Vital, Nina Rosa

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Os jornais. Rápido.
Vou ali tomar café. Em 10 minutos. No máximo.
Pensa pensa pensa!!! Inventa uma realidade, ainda que ela não exista!
E faça o favor de inventar algo incrível e novo. Ou melhor: dois "algos" incríveis e novos.
Por favor, que seja bom.
Atende, telefone, pelo amor de Deus!
Ái meu Deus, não vai dar tempo!
Não vai dar tempo mesmo!
Ái Deus, me ajuda a fazer esse telefone atender.
E faça com que esse outro pare de tocar.
Corre corre corre
Amanhã? Não, meu amigo, por favor, tem que ser hoje.
Ok, deu tempo.
Não está incrível, mas foi o que deu pra fazer.
Me desculpe, eu sei que não está incrível.
Ufa, acabou. Posso ir.
No caminho vou rezando pra acordar mais criativa amanhã.
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Eu espero uma linha no computador
Um amigo que converse comigo e me diga que se importa
Eu nem espero mais o afago nos cabelos
E o abraço num dia chuvoso como hoje.
Eu espero que a vida não seja essa sequências de problemas
A resolver no trabalho.
Porque amanhã
Ninguém vai se lembrar de tudo o que eu resolvi hoje.
E pode ser que eu me esqueça de como viver o que realmente importa.
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Meu aníver vem aí. A fase não é boa para comemorações, embora eu goste da data.
Tenho medo que as pessoas não apareçam...isso já aconteceu antes.
Cada um por um motivo...meus amigos já me deram bolo nos últimos anos...Marcadores: Nina Rosa
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Solidão não é uma taça de vinho sozinha num sábado a noite;
Não é um dia dos namorados sem namorado;
Não é nem esse medo de nunca mais ser amada.
Solidão é não ter ninguém pra te levar a um hospital numa tarde de domingo...ainda que seja só por causa de uma conjuntivite.Marcadores: Nina Rosa

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Tenho tido um sonho repetidamente há alguns anos. Um sonho ruim. Estou chegando atrasada a um espetáculo de dança no qual eu devia me apresentar. O teatro é o da minha antiga cidade. A professora é das antigas também. Eu chego e todos estão prontos e eu não. Percebo então que esqueci minha sapatilha e que meu figurino não me serve bem. Entro no palco assim mesmo e aí percebo que não sei a coreografia. É desesperador e constrangedor. As luzes estão sob mim e nada posso fazer. Na semana passada tive o sonho novamente, mas com mudanças significativas. O teatro é parecido, a professora também. Mas chego tranquila, apesar do atraso. Ao peceber que o figurino não me serve vou calmamente até uma pessoa e explico que o figurino não é o adequado e que vou optar por não me apresentar essa noite. Me encaminho para a platéia com amigos e juntos assistimos ao espetáculo. Não é mais balé clássico. É dança de salão. E estou feliz. Na próxima, sei que estarei no palco. Completa. Acordei com uma sensação de pertencer a mim mesma deliciosa.Marcadores: Nina Rosa
Minha cachorrinha apareceu mancando no fim de semana. Marcadores: Nina Rosa
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Mas a janela do casarão serve mesmo é pra refrescar. Poucos olham pra fora. O negócio é se encostar com a nuca pra brisa suave da noite enquanto o samba corre solto no salão.
A retomada do galpão do 104 Tecidos como espaço cultural é dos melhores acontecimentos nos últimos tempos na vida cultural belorizontina.
O casarão foi todo recuperado, mas não perdeu o charme. Já na entrada o Café com direito a piano de cauda e iluminação indireta deixam o visitante no clima. Os portais gigantescos e o pé direito absurdamente alto não intimidam. Pelo contrario, convidam à viagem.
Subir as escadas de ferro é como mergulhar nos bailes das décadas de 40 e 50 na zona boemia de Belo Horizonte. O som é da banda Senta a Pua: música instrumental de qualidade e repertório de clássicos do choro, maxixe, samba-canção, bolero e chá-chá-chá.
Os frequentadores são de todas as tribos. Jovens nostálgicos ainda usam os chapéus dos sambistas de outra década; casais de 50, 60 anos, os homens com sapato engraxado, as senhoras com os elegantes saltos; professores e alunos das escolas de dança de salão da capital; gente visivelmente com grana; gente aparentemente sem grana; meninas de vestido leve e sandália rasteirinha, prontas para enfrentar o calor.
*Aliás, o calor merece um comentário à parte. Voltemos às janelas. Elas são o único alívio para quem se arrisca a dançar. Tá aí o único pecado: faltam ventiladores ou ainda um bom ar condicionado. Tudo bem que não é pra descaracterizar o lugar, mas fica todo mundo ensopado de calor.
Todo mundo se mistura num salão gigantesco. Arrisco-me a dizer que seja o maior espaço pra se dançar em BH. O clima é das antigas mesmo: Sem empurra empurra, sem confusão. E se te convidam pra dançar, não dá pra dizer não. Etiqueta de salão.
Para os não iniciados no samba de gafieira, nada de pânico: dá pra sentar, tomar uma cerveja numa mesa bacana ou num dos sofás espelhados pelo enorme salão. Dá pra ver gente bonita e dança de salão de qualidade. Dá pra paquerar. E depois de umas cervejas, se arriscar a sambar um pouco. Não é pecado e nem todo mundo é profissional. O negócio é se divertir.
O mineiro vem mostrando que gosta de samba. Na capital já são muitas as casas especializadas. Desde a tradicional Cartola, no Caiçara aos novos points na Savassi: Bhar Savassi, Ideal e Gamboa são ótimas opções mais centrais.
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Eu gosto de Clarice Lispetor. Gosto principalmente de como uma frase dela equivale a um parágrafo meu. No twitter adoro o @FrasesDeClarice. Marcadores: Nina Rosa
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