quinta-feira, 20 de agosto de 2009

947 É mwangolé, pá!

Não fosse a latinha de Cuca - cerveja local - e os elefantes na moldura ao fundo, eu diria que a família de Springfield tomou um bronze no Porto da Barra e as crianças customizaram o cabelo num city tour no Pelourinho. Parece Bahia, mas é Angola. "Os Simpsons" versão mwangolé foi criado para marcar o início da exibição em Angola, no canal africano Bué. Pra ficar autêntico mesmo, na abertura, o carro de Homer tinha que ser trocado por uma candonga. Ai, ai... Margie fazendo compras no Shoprite. Bué de saudade.

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segunda-feira, 7 de julho de 2008

PODE IR ARMANDO O CORETO ...

Muxima é uma palavra bonita que aprendi em Angola. Significa amor, coração, sentimento. Vem do kimbundo, língua falada nas províncias do Bengo, Malanje e Kwanza. Do dia em que decidi voltar pra casa, andei com muxima nos olhos, reparando com um pouco mais de afinco cada detalhe dessa cidade. Ruas sempre congestionadas por kandongas e jipes de luxo, importados. Desfile de AKs e outras armas de guerra em cada esquina da cidade. Prédios hi-tech, com luz de gerador, recém erguidos na marginal a beira mar. Os guindastes de contrução. Poeira de arder os olhos e irritar o nariz. A força braçal chinesa. O véu mulçumano. As ofertas das zungueiras. Gente. Gente negra fugida de todas as partes de Angola. Gente negra rica, facilmente identificada por um brilhante azul, da mais pura safira, cravado em anel de ouro. Gente de fora. Gente pobre, muito pobre, de vida miserável abaixo da linha da pobreza, nos musseques com fome, lixo e paludismo. Sem água.
Mar e céu cor de cacimbo.
Imbundeiros ancestrais de folhas caducas. A leveza dos miúdos dançarinos de kuduro, a ousadia dos putos, pilotos imprudentes de moto, e a birra dos kotas. As katorzinas. A corrupção amplamente impregnada em todos os níveis sociais. Elementos imediatamente identificados na minha chegada.
Após três meses, tudo permanece no mesmo lugar. A diferença é que tive oportunidade de caminhar um pouco entre eles. Hoje olho para Luanda e emprego a cidade um novo significado. Angola promete. José Eduardo dos Santos, presidente da maioria há 27 anos, governa absoluto no território que foi colônia portuguesa por cinco séculos, lavado por mais de três décadas de sangue do conflito armado mais extenso do mundo ocidental. Promete, mais pra frente, ser alguma coisa passível de compreensão. Digo isso porque, até então, em pleno processo de reconstrução nacional, saio com a sensação de ter pisado em um território sem definição. Olho ao redor e sinto como se tudo e todos seguissem embalados por uma profunda ressaca. O caminho, pra onde o futuro aponta, não me parece promissor. Aqui estive por cem dias, o suficiente para me revirar de ponta-cabeça. Hoje, com a mala feita para deixar o país, pondero com tranquilidade a minha estada em Angola. Foi na medida certa. Por motivos vários, era necessário a minha vinda. E por outros motivos vários aqui vividos, não poderia ter sido um dia a menos nem a mais. Falo isso porque vivi tudo ao extremo. Do profissional ao pessoal. Até tive, pela primeira vez na vida, medo do escuro. Medo real, longe de qualquer bicho papão subjetivo. Medo por ter que circular noite a fora em uma cidade desabastecida de luz elétrica, onde aproximadamente 4 milhões de pessoas vivem excluidos nos musseques. Luanda está longe de ser uma cidade acolhedora. A falta de infra-estrutura, em um universo composto por acirrado desnível social, somada à instabilidade geopolítica - principalmente a situação atual externa, nos países vizinhos - elimina, por exclusão, a condição mínima de bem- estar. O fato de ser estrangeiro pesa ainda mais. Embora seja mão-de-obra necessária à reconstrução do país, o tratamento por parte da maioria da população é hostil, xenofóbico. A cidade exige, de quem aqui está, pulso firme e estômago forte. Não há muito tempo pra pensar, apenas é necessário agir. Ou melhor, reagir. O que compensa são os objetivos pessoais, o mergulho na cultura africana e, principalmente, tudo aquilo que a gente deixa e recebe ao lançar o corpo no mundo, como as relações estabelecidas em meio ao caos, aquilo que entendo como prova sincera de amizade. Luanda grita porque assim é necessário para se consolidar como nação.
Meus sentidos já não suportam tanta agitação. Volto pra casa em busca de sossego.
Para os que me aguardam, muxima é o que levo de melhor após ter conhecido esse pedaço da África.
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terça-feira, 1 de julho de 2008

ÁFRICA da TÁSSIA

Doze horas em Luanda é o necessário para vivenciar uma situação absurda. Caso raro, exclusivo de quem vive ou simplesmente passa por Angola. Como o dia tem 24 horas, são, no mínimo, duas experiências traumáticas por dia. Se você fica cem dias e é dotada de percepção, parabéns. Significa que acumulou repertório digno de best-seller. Você pisa na capital de Angola e imediatamente sente o peso da África. Quer dizer, minto. Na verdade tudo começa ainda no Brasil ao procurar o check-in da TAAG. No meu caso, aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro. Dali já é possível perceber que tem alguma coisa fora do lugar. É a maior fila do saguão internacional. Mas é a maior em disparada. Geeeente até perder de vista. É tanta gente que fica difícil avistar o final na fila. Na minha vinda contei a presença de um grupo de 20 angolanos e o restante, uns 300 ou 350 brasileiros – metade funcionário da Odebrecht, variando de peão a engenheiro senior, e a outra metade jornalistas, publicitários, marketeiros, enfim, comunicólogos. Todos baianos. O vôo Rio-Luanda é feito em um boeging 777 de dois andares, construído na década de 80, barulhento e desconfortável. A escada que leva ao segundo andar parece com a do ferry-boat que atravessa a Baía de Todos os Santos. O comandante e os outros pilotos se vestem com um traje muito parecido com o uniforme da marinha brasileira. Às aeromoças dedico mais de um parágrafo porque elas merecem. Esqueça aquele padrão cool, sex and slin, objeto de cobiça dos homens mundo afora. Nem acredite na foto do site TAAG. Nada de sorrisos de boas-vindas tampouco palavras cordiais. O traje é .. esquisito. Um tailler roxo e laranja, bem estampado, acompanhado de uma maquiagem berrante, sem combinação alguma, e unhas enormes naturais, eu juro. As mais novas andam de salto quadrado, as mais velhas de sapatilha. A relação aeromoça-passageiro é algo tão conturbado que as moças passaram a ser chamadas de aerokotas pelos brasileiros que vivem na ponte Brasil-Angola. Kota, em kibundo, significa 'pessoa mais velha'. Se tem uma coisa que nunca vou esquecer na vida foi minha vinda à África. Antes de apertar o cinto, constatei que tinha sido premiada com uma poltrona quebrada. Sou supersticiosa e logo achei que não era um bom sinal. A maçaneta estava travada e o encosto não reclinava. Pedi ajuda ao desconhecido sentado ao lado. O rapaz se esforçou em vão. Imediatamente cheguei a conclusão que seria uma tragédia encarar um vôo internacional, sete horas de duração, com a coluna a 90 graus. Tentei chamar uma aeromoça para comunicar o problema. Precisava trocar de lugar. Tinha tanta poltrona naquele avião... era impossível não sobrar aluma. Estiquei o pescoço pra frente, pra trás, pros lados e nada. Não vi nem o rastro das aeromoças. Comecei a ficar apreensiva e quando me dei conta, atrás de mim o problema era maior: tinha uma goteira acertando em cheio a testa de um engenheiro da Odebrecht. Dei um sorrisinho escroto para o rapaz. Antes de ser desconfortável a situação era engraçada. Não era uma goteira tranquila, daquela que pinga duas vezes e depois cessa. Era uma goteira agreste de pingo rápido e veloz, o suficiente pra deixar qualquer passageiro furioso. Com uma calma de me meter inveja, o rapaz chama a aeromoça. Não era necessário dizer uma única palavra. O problema estava claro e evidente para todos. A moça imediatamente dá meia-volta, entra na cozinha e volta com um guardanapo de papel nas mãos. Com uma cara de Mana Zita*, enfia o guardanapo no buraco do ar-condicionado. Em menos de um minuto, despenca guardanapo e mais um monte de água na cabeça do rapaz. O passageiro exige indignado uma solução.Todos ao redor olham e parecem estar em total acordo com o rapaz. Pareciam veteranos. Talvez eu fosse a única passageira de primeira viagem. Sem dizer uma única palavra, a aeromoça dá meia-volta, mais uma vez, se enfia na cozinha, volta com um saco plástico daqueles de Paes Mendonça nas mãos e sugere que o passageiro proteja a cabeça porque não há outro assento disponível. Vexame no avião. O passageiro levanta cuspindo fogo pelas fuças. Dispara ofensas à aeromoça. Diz que não aguenta mais o serviço de bordo da TAAG e que só viaja naquela porcaria porque é a única linha direta disponível do Brasil até Angola. Sem se abalar um único segundo, a aeromoça responde: - "Já que o senhor está muito incomodado, aproveita que a aeronave ainda não decolou, desce e vai no próximo vôo". Fez um silêncio abissal no avião. Eu fiquei perplexa. Nunca vou esquecer da cena ao vê-lo horas depois, desembarcando no aeroporto 4 de fevereiro com a camisa de botão da Elle et Luit completamente enxarcada. ;

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

ÁFRICA da TÁSSIA - PARTE II

Ainda no meu vôo de ida, na TAAG: Depois do saco plástico oferecido como solução para a goteira no ar-condicionado, achei por bem não reclamar da minha poltrona emperrada. Fiquei com medo da aeromoça me relocar para a turbina do avião. Preferi abrir um livro, esperar o avião decolar com a esperança de que meus pensamentos se perdessem no tempo e no espaço, a milhares de metros de altitude, junto às nuvens. 10, 15, 20, 30, 35 minutos. Todos acomodados e nada do avião decolar. Continuávamos ali parados na pista do Galeão. Dentro de mim, aquela demora roía toda a minha estrutura. Botava em prova a minha escolha. Eu queria sair logo do Brasil, queria piscar o olho e acordar em Angola na rotina nova. Como se existisse uma linha divisória: metade de mim pedia pra ficar. A demora em partir só piorava tudo. Uma tortura. Duelo com o racional que gritava sedento para conhecer a vida além mar. 1h10 após ter entrado no avião - * uma hora e dez minutos depois - finalmente levantamos vôo em direção ao Atlântico Sul. *Dizem que isso é super comum. Quando cheguei no Rio, por volta das três da tarde, ninguém sabia informar se o vôo das 17h, rumo a Luanda, estava confirmado. Decolamos às 20h. E não se trata de crise dos controladores de vôo. O atraso faz parte do jeito TAAG de voar. O serviço de bordo começou com um jantar. -Frango ou peixe? pergunta a aeromoça. Escolho peixe. Ao abrir o pratinho me deparo com um pedaço de bife sangrento. Tudo bem, ela deve ter se enganado, penso comigo mesma. - Moça, veio errado. - Pediste isto. Rebateu sem nem direcionar os olhos a mim. Terminou de servir o rapaz da ponta e deu as costas. Assunto encerrado. Não gostei do cheiro da comida menos ainda da aparência. Tampei novamente e empurrei pro canto da bandeja. - Não coma não. Da última vez tive dor de barriga, alertou o passageiro que viajava do meu lado. Fiquei no paozinho com manteiga e coca-cola. Mas o lanchinho deu sede. Quando a aeromoça passou de volta pra recolher os pratos, pedi água. - Já bebeste gasosa, respondeu. Mais uma vez, fiquei pasma. A resposta curta e grossa incomodou o meu colega de encosto de braço. - Mas a dama quer água! Onde já se viu negar água a alguém?, disparou o rapaz. A aerokota saiu raivosa, feito criança malcriada quando é desafiada pelo pai. Dois minutos depois voltou com o semblante fubando, copo de água nas mãos, como se tivesse tido um trabalho enorme pra molhar a minha garganta. Como gente é bicho que não se mede, desconfiei que a moça tivesse cuspido no copo ou então recolhido a água da latrina, assim como fazem os garçons quando se sentem maltradados pelos clientes. Agradeci a bondade e deixei o copo na bandeja esperando a próxima turbulência colocar fim naquilo. Era o começo de sete horas de total desconforto na poltrona sem reclinar, com fome e sede. Meu sono não veio com o apagar das luzes. Estava sentada na janela, abri pra ver o que tinha do lado de fora. Apenas escuridão e umas nuvens. Era um nada, mas, misteriosamente, me agradava. - Tem que ficar fechada, interrompeu a aerokota. Que saco, que tédio, que horror! Que criatura mal amada, pensei com meus botões. Pior que não era a mesma da goteira nem a da água nem a do peixe que era um bife mal passado. Era uma outra, inédita até então, mas com a mesma grossura peculiar, além dos 5 cm de unha natural, sem ser postiça, outro elemento comum às moças. Quando finalmente amanheceu, desembarquei em Luanda. 7h da manhã no horário local, quatro horas a mais que na Bahia (vide relógio no sidebar). Lá do alto, quando o avião foi baixando aos pouquinhos, logo me chamou atenção a quantida de navios atracados na baía. Eram tantos, de meter inveja no porto de Santos (Tia Denis, essa é pra você). Parecia uma maquete de batalha naval. Dias depois entendi que a comida escassa no supermercado, o iogurte estragado, a variedade de bebidas alcóolicas, os carros importados, as roupas, os materiais de construção civil e tudo mais que você puder imaginar como essencial ao abastecimento de uma cidade, vem dali. Daquele congestionamento no mar. Angola não tem indústria e importa absolutamente tudo o que é consumido no país. Mas esse é assunto para um outro post. Vamos voltar ao desembarque no avião. Foi bom pisar em terra firme. Queria mesmo chegar na África. Problema que demorou mais de duas horas pra cruzar a linha da imigração. O meu vôo inteiro precisava ter o passaporte carimbado, apenas uns 15 eram angolanos. No mesmo momento, chegaram dois vôos da TAP e outro da Air France, também repletos de imigrantes. Fiquei uma hora em pé no sol quente, no pátio junto aos aviões, esperando a fila andar pra poder entrar no salão da imigração. Era tanta gente pra ter o visto que não cabia ali naquele lugar cuja estrutura mais parece com uma rodoviária. Foi nessa hora, novamente no desconforto, sentada na minha bagagem de mão, que comecei a entender que Luanda realmente é uma cidade em REconstrução. Como uma fábrica tocando a sirene em início de expediente, todos estavam ali pra trabalhar. Nada de turismo. Quando finalmente fui atendida no guichê da imigração ... a funcionária disparou uma seqüência de perguntas na velocidade da luz. Não consegui entender nada por causa do sotaque. - A senhora pode falar um pouco mais devagar?, pedi enquanto me esticava ao máximo, na ponta dos pés, tentando driblar o balcão de tamanho desproporcional à minha estatura. - Estás a brincar?, respondeu em nítido tom de impaciência. - Não senhora! É que não consigo ouvir direito e não entendo! É a primeira vez que venho a Luanda e embora seja a mesma língua ainda não me acostumei com o sotaque de vocês... Como resposta, ouvi o barulho do carimbo. Duas horas depois de ter chegado. Sono, sede, fome e dor de cabeça me acompanhavam. Fui tirar a minha mala e essa é outra cena que jamais vou esquecer. Uma esteira curta e estreita para quilos e quilos de bagagem de três vôos internacionais. As malas despencando a cada solavanco desgovernado do equipamento quase sem rotação. Centenas de pessoas amontoadas como se estivessem em uma rinha de galo. Nenhuma placa de sinalização indicando a qual vôo pertencia aquelas malas. Cheguei a ver passageiros furiosos por terem encontrado a mala lascada ou cadeado arrombado. Vi também dois passageiros disputando a posse da mesma mala. Preta de rodinha é altamente desaconselhada nessas horas. Quem brigou ficou por isso mesmo. Aquela confusão no desembarque, não tinha com quem reclamar. Os poucos funcionários angolanos, que estavam no local, orientavem que era em outro setor reclamação de babagem. Tive sorte. Um angolano esbelto, 1,90 de altura, safo em desembarque, funcionário da empresa na qual trabalho, me aguardava com as minhas malas. Fomos pro raio X. E outro susto. - Vou colocar sua mala aqui na esteira, você sai correndo pra pegar do outro lado, ok?, orientou P., com uma suavidade que contrariava seu porte comum aos pivôs de basquete, o esporte número 1 de Angola. Achei completamente sem sentido aquela orientação, mas não tive muito tempo pra pensar. Quando vi minha mochila com todo o meu equipamento fotográfico sendo arremessada que nem saco de batata em fim de feira, corri que nem uma louca para o outro lado do raio X. Tarde demais. Já encontrei a mochila rolando no chão. Toda calma que eu tinha preservado até então, somado ao estresse de ficar acordada por mais de 24 horas, veio por água abaixo. Catei a mochila do chão, meti nas costas e voei pra cima do funcionário do raio X que, ao invés de monitorar as malas, estava de costas para o aparelho. - CARA!!! PRESTA ATENÇAO !!! OLHA A MERDA QUE VOCÊ ACABOU DE FAZER !!! TEM EQUIPAMENTO DIGITAL E TEM .. ... .... P. me tirou daquela discussão que a nada levaria. Falou calmamente pra eu não ficar chateada enquanto me levava para o carro. Sentei no banco do carona e comecei a conferir a situação da minha máquina fotográfia e das lentes. Por sorte, estava tudo bem. Material intacto. O fim da viagem? Mais uma hora pra chegar na primeira casa em que fiquei. Dez quilômetros de distância do aeroporto. Dez quilômetros em uma hora !!! E eu apavorada! Culpa do tal do trânsito mangolê... Um terror! Mas essa, é uma outra história ... . . .

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

A CENA [com delay]

Lula abraçando calorosamente FHC no velório foi tudo. Vi na Globo Internacional.

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Atchiiiiimmmmmmmmmm!

Pense numa mulé gripada. Pense.

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NOTICIAS DO ZIMBABWE

Vitória garantida para Mugabe, depois de desistência do líder da oposição 27.06.2008 - 09h06 AFP, Lusa
As mesas de voto para a segunda volta* das presidenciais no Zimbabwe abriram às 06h00 de Lisboa, com Robert Mugabe a ignorar os apelos da comunidade internacional para um adiamento, face à desistência do candidato da oposição, Morgan Tsvangirai. As cerca de 9.000 mesas vão estar abertas até às 19h00 locais (18h00 de Lisboa) para permitir aos 5,9 milhões de eleitores o exercício do direito de voto numas eleições condenadas pela comunidade internacional.A polícia nacional acusou hoje a oposição de querer perturbar o acto eleitoral, tendo acusado cinco jovens do MDC de quererem deitar fogo a assembleias de voto.Sendo Robert Mugabe, de 84 anos, o único candidato, a vitória está garantida, depois de ter perdido a primeira volta das presidenciais para o candidato da oposição, Morgan Tsvangirai. No fim-de-semana, o líder do movimento para a Mudança Democrática (MDC) e vencedor da primeira volta anunciou que desistia da corrida devido à "orgia de violência" política que o regime patrocinou desde a primeira volta, com um balanço até então de 86 oposicionistas mortos, mais de 10.000 pessoas feridas e 20.000 casas destruídas. Nos dias que se seguiram, o Conselho de Segurança e o secretário-geral da ONU, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), a União Europeia, os Estados Unidos e até o ex-Presidente sul-africano símbolo - como Mugabe - da luta contra a supremacia europeia em África Nelson Mandela condenaram a violência política no país e pediram ao regime zimbabweano o adiamento da votação. (*) o mesmo que Segundo Turno.

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domingo, 8 de junho de 2008

A arte do equilíbrio

Lauro de Freitas-Portão? Nãnão. Talatona-Benfica.
Essa van azul se chama Kandonga. O piloto, kandogueiro.
É o meio de transporte disponível para situações quando só a canela não basta. Não tem ônibus nem táxi em Luanda.
Quando chegar no aeroporto, peça pra alguém ir te buscar.
Fica a dica.

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CUCO

É tanta gente indo e vindo nessa cidade. Gente daqui, gente de lá. Gente das Europa. Gente da China. Até o povo de Alah. Unidos para reconstruir Angola. Boa parte dos rostos que vejo na rua, fico sem saber se é da Bahia ou de Angola. Tudo muito parecido. A pele, o nariz, a forma de andar, o cabelo trançado, o sorriso largo. Queria saber carregar as coisas na cabeça. Algo mais além de idéias. Não entendo como uma mulher consegue equilibrar uma dúzia de ovos na cabeça. Se eu tiver que andar cem metros com o mesmo pacote nas mãos, é grande o risco de tudo se espatifar no chão. Com elas não. Sobe, desce calçada. Vira pro lado pra ver se vem carro na hora de atravessar a rua. Pára na pista, conversa com a amiga. Traz o miúdo amarrado na cintura. Passo apressado pra chegar rápido em casa. É tão fácil, tão natural, tão desinibido no cenário sofrido. Devo ser mesmo uma pessoa sem prumo na vida.

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Recebi da Bahia



terça-feira, 3 de junho de 2008

DE LUANDA PARA LOBITO EM BENGUELA

Dona Tássia pediu pra eu botar umas fotos aqui do passeio dela este final de semana:
mapa
Caminho de Benguela - foto do Rio Cavaco na época da seca

futebol ...

Lobito - a caminho restinga de Lobito

Dona Tássia, mais com a Senhora.
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sexta-feira, 30 de maio de 2008

FOI!

7h47. Abro o msn, o orkut, as notícias são as melhores possíveis. Pensei que não ia nem conseguir dormir. E não é que capotei? Pensei que não ia conseguir dormir, mas os anjos disseram amém. Aqui e lá. Recorde de público, sala lotada. Amigos são sempre imprecindíveis. Vou tomar banho. Aguardo notícias de quem foi.

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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Passa tempo, passa!

23h34. A panela de brigadeiro é o meu consolo.

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É HOJE! TRI !

7h47 em Luanda. Ia ligar pra minha mãe, mas ainda é madrugada no Brasil. Melhor assim. Fui mulé pra atravessar o atlântico, sou mulé pra engolir o sapo. Até um boi se for preciso.
É hoje o negócio.
Sonhei com as pessoas saindo na porta do cinema. Chovia muito, ouvi cometários ásperos digno de pesadelo. Ou seria uma premonição? Estou de pé desde cedo. Escolhi uma blusa branca com renda do Mercado Modelo, na tentativa de antecipar a benção de Oxalá. Na orelha, um par de brincos andinos. De prata. Corretivo, pó compacto e rimel preto pra melhorar a aparência. Batom cor de pêssego maduro. Não deu tempo de fazer as unhas. Queria carmim. Cabelo preso, como sempre. Estilo Million Dolar Baby. Sapatilha preta, jeans Levis. Tom escuro. Uma blusa de linha, gola roulet. Preta.Tá frio. Uns 18-20 graus. O suficiente para incomodar a minha baianidade nagô. Estamos no cacimbo, estação seca de Angola. Não chove, mas o céu fica com aparência de tromba d'água. Completamente cinza, sem um único rastro do sol. Nas provincias chega a fazer 8 graus. O fenômeno só termina em agosto. Gente, é hoje. Às 20h no Brasil. Até o fim do dia tenho que terminar o site da primeira dama. Faltam umas cinco páginas pra criar, outras sete pra ajustar. Vou ter que fazer hora extra pra encarar a reunião amanhã. Botei uma kizomba pra tocar. Tô sentindo umas coisas. Acho que é contração, daquelas que avisam a hora do parto. Dá licença, vou tentar uma xícara de chá. De caxinde*. Com torradas. (*) capim santo. tem um pé no quintal.

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terça-feira, 27 de maio de 2008

Malária

Fica aí, viu mr. Bogie. Malária aqui é refresco.
São mais de três milhões de pessoas infectadas no país, segundo dados da OMS. Ano passado os EUA doaram cerca de 15 milhões de dólares para um programa de combate a malária em Angola. O exército brasileiro - que tá aqui na região de fronteira rastreando e desativando minas terrestres - teve que desenvolver uma roupinha especial contra o mosquito e, mesmo assim, já morreu um punhado de soldado. Certo que nas províncias o risco é maior lá no meio do mato, principalmente na região da África austral. Mas aqui na cidade não fica atrás não.
Outro dia o jardineiro aqui de casa não veio trabalhar porque tava com paludismo, primo-irmão da malária. A cozinheira tem sequelas porque como o tratamento é difícil (e caro) a doença fica indo e vindo, quando não bem cuidada. Resultado: ela tem parte dos lábios grudado nos cantos, além de uma série de manchas na pele.
Logo na segunda semana que cheguei, me deparei com o neto da lavadeira atirado no chão da lavanderia, no cimento duro, em cima de um lençolzinho, se revirando de calafrio. Tomei um susto. Seis anos, o miúdo. Nem abria o olho. Levantei-o do chão para apoiar num lugar mais confortável. Parecia que nem tinha osso, de tão mole que estava. Outro infectado por paludismo - e pela segunda vez aos seis anos de idade. A avó garantiu que ela e a filha já tiveram pelo menos três vezes, cada.
Outro dia, o João, um paulista de 24 anos que trabalha comigo, chegou em casa de madrugada e teve que socorrer o vigia. O cara gemia sentado na cadeira de frente pra garagem, se contorcendo de febre. Lá vai João acudir o vigia até o hospital público. Diagnóstico imediato: malária.
Com esses exemplos, alguém pode até arriscar dizer que a doença ataca principalmente a classe economicamente desfavorecida. É nada! O mosquito pica sem distinção e não está apenas no musseke*, mas também na casa do patrão. É meio loteria o processo. Tem gente que tá aqui faz três anos e nunca teve nem gripe. É o caso do meu chefe. Já o filho dele foi premiado logo no segundo mês residindo em Luanda. Tem até o caso de um funcionário "padrão" sempre lembrado com gracejo nas rodas de entretenimento: o cara tá aqui há um ano e meio e já pegou palu oito vezes.
O tratamento? Pica no rabo. Antes que alguém fique assanhado deixo aqui tudo muito bem explicado. Trata-se de injeção na bunda no português de Portugal. Ao sentir o primeiro sintoma - febre, moleza, calafrio, tontura - a pessoa é levada imediatamente a uma clínica com a qual a empresa tem convênio. Faz o exame da gota pra saber se é virose, paludismo ou malária. Não sendo a primeira opção, dá-se início a um tratamento a base de coquetel de antibióticos. A pessoa tem que ficar 45 dias sem ingerir bebida alcóolica e evitar frituras. Combatida a doença, é hora de tratar do fígado. Dizem que o figueredo nunca mais volta a ser o mesmo depois desse contato com as drogas químicas.
Eu tenho fé de que meu santo é forte e esse mosquito não há de me pegar.
Mas me borro toda quando vejo algum se aproximando.
Num dá pra distinguir muriçoca de malária. ;
Dona Tássia querida, pra lhe ajudar, envio duas fotos.
Veja bem:
O Anopheles que transmite a malária, é arrogante. Pica com a bunda empinada ...

Já a nossa conhecida e simpática muriçoca não. É simplezinha. Pousa retinha na sua pele, com todas as patinhas as mesmo tempo.
Como a patroinha tá na África, acho que vale dizer que se o mosquito for preto, nem se preocupe muito. É dengue ou no máximo febre amarela. Agora, se for amarronzado... é o revoltado anopheles que não nasceu nem branco nem negro e tome-lhe malária.
Só não sei se a senhorinha enxerga tão bem assim...
Mas ó! Tome cuidado! Usa repelente! Sabe óleo de cozinha? Funciona. Eles pousam e morrem - afogados eu acho... mas que morrem morrem. Experimenta ...

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Aquele que leva a preciosa semente,
andando e chorando,
voltará, sem dúvida, com alegria,
trazendo consigo os seus molhos
Salmo 126

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SOBRE O EVENTO

A CULTURA ALÉM DO CONCEITO TRADICIONAL
Roberto Midlej, caderno 2 - A TARDE
O IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult), que acontecerá em Salvador entre os próximos dias 28 e 30, vai reunir cerca de 500 pesquisadores de todo o País. Essa é a previsão do coordenador do evento, Albino Rubim."O Enecult , além de ser a maior reunião de estudos culturais no País, é um encontro muito singular porque reúne pessoas das mais diversas áreas do conhecimento debatendo um mesmo assunto, que é a cultura.Aqui, estarão presentes arquitetos, sociólogos e filósofos, por exemplo. Isso permite uma discussão transversal sobre a cultura", afirma Rubim.
Segundo ele, o evento se tornou uma referência internacional e já atrai participantes estrangeiros que se inscrevem mesmo sem ser convidados pela organização. "Neste ano, haverá apresentações de trabalhos feitos na Argentina e Colômbia ".
CULTURA
Rubim ressalta que o conceito de cultura vai além daquele tradicionalmente associado às artes, como cinema e teatro: "Muitos defendem a visão antropológica e dizem que tudo o que não é natureza é cultura. Não sou tão radical assim, mas acredito que a cultura abrange, além das artes, o comportamento e os valores. Resumidamente, digo que a cultura é tudo que tem dimensão simbólica e dá sentido à nossa presença no mundo".
Virão a Salvador teóricos estrangeiros como Massimo Canevacci (Itália), Carlos Fortuna (Portugal) e George Yúdice (EUA), além de brasileiros, como Micael Herschmann (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Renato Ortiz (Unicamp). Durante as manhãs, às 10 horas, na Reitoria da Ufba, acontecerão mesas-redondas com a participação dos convidados. Na quarta-feira, será realizada a primeira rodada, sobre Políticas Culturais na Ibero-América. Na quinta-feira, o tema será Culturas Urbanas: Cidade e Periferias. Na sexta-feira, acontecem duas mesas-redondas: a primeira, às 10 horas, tem os Estudos da Festa como tema. Às 17 horas, uma discussão sobre o Plano Nacional de Cultura vai reunir os Secretário de Cultura de Recife, João Roberto Peixe, e o da Bahia, Marcio Meirelles. Durante as tardes, a partir das 14h30, os trabalhos inscritos, que serão divididos em sessões temáticas, serão apresentados na Faculdade de Comunicação.
LANÇAMENTOS
Entre as obras que ganham destaque no IV Enecult, estão um livro sobre políticas culturais ibero-americanas – com artigos de dez estudiosos de países como Argentina, Espanha, Peru, México e Brasil – e o documentário Bolívia – Para Além de Evo Morales. O filme, dirigido pelos jornalistas Vítor Rocha e Ricardo Sangiovanni, será exibido pela primeira vez na quinta, às 20h50, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), na Avenida Contorno. O roteiro da produção foi escrito ainda quando os diretores eram estudantes e o apresentaram como trabalho de conclusão do curso universitário. Mas resolveram dar continuidade ao projeto, que cresceu e resultou no filme de 52 minutos, que, em breve, será exibido pela TVE.
"Eu e Ricardo estávamos interessados pelo olhar da mídia sobre essa 'nova esquerda' latina e achávamos que as informações que chegavam aqui eram sempre truncadas, dando a impressão de que seus membros são mais alguns comedores de criancinhas", comenta Rocha. Os colegas Mateus Damasceno, Lucas Santana e Tássia Novaes se juntaram aos diretores. Os cinco partiram rumo à Bolívia, onde passaram 40 dias acompanhando movimentos sociais, a exemplo dos mineradores e cocaleros, simpatizantes do presidente Evo Morales. Depois de muita persistência, os jovens jornalistas conseguiram uma entrevista exclusiva com Morales, que conversou com eles na sede do governo, o Palácio Quemado, na capital boliviana, por cerca de 50 minutos.

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da África UMA INTIMAÇÃO

Escolha a sua poltrona, a luz será apagada em instantes. Às 20h50, do dia 29 de maio, damos início a exibição do documentário Bolívia: para além de Evo Morales, na Sala de Arte do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), em Salvador. Você, que por aqui esteve nos últimos meses acompanhando os bastidores do filme através deste blog, é nosso convidado de honra. Chegue cedo, leve um amigo ou alguém querido. Antes da projeção, às 20h, teremos um momento de confraternização com direito a brinde, petiscos e o autêntico samba-de-roda da Bahia, além do lançamento de livros. Programação do IV Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult), evento realizado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ali mesmo, no foyer do museu, sobre as pedras seculares do Solar do Unhão. Aguardamos a sua presença.
Serviço
Lançamento do filme "Bolívia: para além de Evo Morales"
Quando: 29 de maio, às 20h
Onde: Sala de Arte do MAM-Ba
Direção: Ricardo Sangiovanni e Vítor Rocha
Realização: Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT)
Co-produção: Instituto de Radiodifusão da Bahia (Irdeb)
Apoio: Red Unitas
Duração: 52"
Sinopse
As pinceladas em aquarela do artista plástico José Rodríguez Sánchez mostram o caminho por onde passa a revolução cultural instalada na Bolívia pelo movimento cocalero e diversos segmentos da sociedade que apóiam a ascensão do primeiro presidente de origem indígena da América Latina, Evo Morales. Um processo que deságua num governo de esquerda, contrariando setores mais ricos da sociedade, desacostumados com o distanciamento do poder.
Mais sobre o filme.
Denis Rivera e Ari Coelho. Seguinte: vocês são meus convidados de honra. Tô aqui do outro lado do Altântico Sul me mordendo por não estar justamente no dia do lançamento do documentário. Passo a missão pra vocês dois comparecerem ao evento me representando. Assistam e me contem TUDO. Cada detalhe. Quem não for, pode cortar relação comigo.

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SEM TÍTULO

Porque ontem foi domingo, céu de cacimbo.
Cabo Ledo - Angola.

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Felicidades, Pró

Saúde, paz, prosperidade
Que a alegria seja sempre senhora da sua alma
Que seus dias sejam sempre repletos de boas energias
Agradeço ao Universo por você existir perto de mim
Amém!
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Comentário: Eita benção da boa!!! Obrigada Tássia! Fiquei emocionada. Mas ando assim...beijo postado por A Pró

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A chic é Rosana
Não usa pretinho
pra não dar pinta





Denis
coluna tranqüila
e coração ereto






Tássia
pin up e lambe-lambe
Lambe cria






Dorotéia
só escreve em italic







Paula Bolzan






Nívea Bona
Marca compasso
Vem pro abraço






Marina Victal
Mineira apresenta armas
Espada em punho








Melhores de 2008
Em 2009 eu vou...
Melhores de 2009
Em 2010 eu vou...
Melhores de 2010
Em 2011 eu vou...
Melhores de 2011
Em 2012 eu vou...
Melhores de 2012
Em 2013 eu vou...
Enviado Divino
Meu Primeiro Professor









    I Clichê


    II Clichê


    III Clichê


    IV Clichê


    V Clichê


    VI Clichê




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