sexta-feira, 19 de junho de 2009

Não calar

Aqui escrevem várias mulheres jornalistas. Nem sempre, mas escrevem! Algumas são jornalistas por formação acadêmica, algumas por formação na vida. Todos movidas pela paixão e todas muito boas no que fazem. Todas se desassossegam diante do desencanto. É o que as move. Uma delas me disse na quarta última: -É...o meu diploma saiu ontem e hoje já não vale nada! Controvertida, a discussão sobre o diploma para o exercício do jornalismo ganhou proporções inimagináveis. Não dá para calar diante da forma como a decisão foi tomada no STF. Aliás, não foi uma decisão, foi uma queda de braço revestida de traços ditatoriais. Aliás, no Supremo, tudo lembra quem manda no que e em quem. Para entrar no recinto, primeiro você é barrado pelos seguranças vestidos de preto e cujo porte lembra um armário do século passado. Eles pedem a sua identidade - do cpf à certidão de batismo. Câmeras fotográficas, nem pensar! Ela pode ficar pendurado no seu pescoço, mas de olho nele também estará o segurança, pronto a saltar no primeiro gesto. O jovem assessor que assistia a votação estava debruçado sobre o braço, apoiando o queixo na palma da mão -não se sabe se segurava a cabeça por desespero diante do que ouvia, ou se a segurava porque o queixo caíra. Levou um cutucão de um dos seguranças com a advertência de que para estar ali, devia sentar-se com compostura! Um único deputado cuja profissão de origem é o jornalismo estava presente à sessão. Saiu chocado! Tanto pela forma da votação, quanto pelos argumentos do relator. São 91 páginas de texto para uma decisão que ignora a história e o investimento na formação superior dos jornalistas. Pior, numa interpretação própria, nega movimento construído pela sociedade,como se cada escola de jornalismo tenha surgido isoladamente por iniciativa de grupos interesseiros, seja de jornalistas, seja de empresários. Os magistrados não dimensionaram o efeito da decisão tomada na superfície da questão. Também os jornalistas e o resto da sociedade civil não acreditaram que seria possível. Deu no que deu. Lamentável, inaceitável!

Marcadores:

5 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Aiai! pois saibam que eu,uma senhora séria vestindo um terninho executivo feminino, fui barrada no TST, pois lá,as mulheres só entram-ou entravam- de saia ou vestido.
E é essa gente "superior" que tem o poder de decisão sobre temas dessa importância!
Enquanto a "grande imprensa" se preocupa com Lula,GM pinta e borda...
Lamentável e nojento!!!!
Sonia

19.6.09  
Blogger Dorotéia disse...

Hummmm, todo mundo calado por aqui! Tststs!

22.6.09  
Blogger tássia disse...

Pois é. E, ainda sim, fui buscar meu diploma com muita satisfação. Sem dúvida, a melhor coisa que ganhei nos últimos tempos.

25.6.09  
Blogger Nina disse...

Tenho tentado escrever sobre o assunto, mas tenho tido dificuldade. Não sei por onde começar.

25.6.09  
Anonymous Rosana disse...

É o luto! Daqui a pouco vc faz a catarse! bj

26.6.09  

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

Links para esta postagem:

Criar um link

<< Página inicial












A chic é Rosana
Não usa pretinho
pra não dar pinta





Denis
coluna tranqüila
e coração ereto






Tássia
pin up e lambe-lambe
Lambe cria






Dorotéia
só escreve em italic







Paula Bolzan






Nívea Bona
Marca compasso
Vem pro abraço






Marina Victal
Mineira apresenta armas
Espada em punho








Melhores de 2008
Em 2009 eu vou...
Melhores de 2009
Em 2010 eu vou...
Melhores de 2010
Em 2011 eu vou...
Melhores de 2011
Em 2012 eu vou...
Melhores de 2012
Em 2013 eu vou...
Enviado Divino
Meu Primeiro Professor









    I Clichê


    II Clichê


    III Clichê


    IV Clichê


    V Clichê


    VI Clichê




      Assinar
      Postagens [Atom]