domingo, 7 de junho de 2009

NINA ROSA

O MUNDO É GAY. OU NÃO.

De tanto acreditar que todas as formas de amor valem a pena acabamos ficando um tanto confusos.

Eu sempre achei que meu "gaydar" ou radar gay funcionasse muito bem até o evento abaixo narrado.

Tudo começou num samba, festa de amiga. Muita gente bonita e interessante. Me sentei ao lado de um amigo da amiga. Gay, claro. De cara percebi. Adorei o sujeito! Simpático, falante, interessado, gentil. Gay, né? Então, fiquei toda amiga. Batemos altos papos a noite toda.

No dia seguinte a mesma turminha no cinema. Me sentei ao lado do amigo recente. Fomos ver Divã. Filme de mulher. Ele adorou, claro. E ficamos comentando o filme. Durante, no escuro e depois, a caminho do estacionamento. Nos despedimos e cada um foi pro seu lado.

Uma semana depois me encontro com a amiga. "Fulana, adorei aquele seu amigo." "Qual?" "Aquele assim assado...aquele que é gay...como se chama..há lembrei Beltrano!" "O Beltrano? Gay? Tá doida?"

Já imaginam o pânico da garota aqui né? Não que eu não continue achando que ele tem tudo pra ser gay, mas se ele diz que não ou acha que não e se as pessoas acham que não, bom, resumindo, EU DEI O MAIOR MOLE PRO SUJEITO!!!!! Grudei nele como a gente gruda em todos os amigos gays. Me consolo de pelo menos não ter chegado a comentar sobre o cara da mesa ao lado na tal festa.

Passada a vergonha veio a tranquilidade. BH é grande e a chance de nos vermos novamente é pequena. Basta esquecer o mico e pronto, certo?

Errado. Fim de semana seguinte nessa capital gigantesca e a gente no mesmo show. Ele, todo amigo, todo "me ensina a dançar?" Eu toda "Meu Deus o que é que eu faço?" Acabei dando uma gelada no sujeito, pobrezinho, tão simpático. Não foi de propósito, mas acabei dando.

Bom, fiquei me sentindo um tanto ridícula com meu comportamento, mas ok, tudo passa, BH é grande e tal...a gente deixa a coisa assim mesmo, certo?

Não, no dia seguinte almoço na casa de uma amiga, da mesma turma, que tem um irmão que calhou de ser o melhor amigo de quem? Dele mesmo. Do Beltrano. Quer mais? Na casa eram uns 5 casais de amigos e nós dois. Resultado, conversamos e coisa e tal...e toca violão e conta caso...e ficou desfeito o climão. Amigos, amigos.

Bom, eu ainda acho que ele pode ser gay. Ou não. O mundo anda tão louco. Tenho um amigo que me disse que a gente precisa saber entender o homem de hoje, que deixou de ser brucutu e pode sim ser mais sensível e comunicativo e não ser gay.

Além do mico, fica o aprendizado: o meio termo é quase sempre o ideal. Não precisa grudar no cara porque é gay e nem dar gelada porque é hétero. É tudo gente, com sensibilidade, simpatia, possibilidades.

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5 Comentários:

Blogger Nina disse...

Ops, me esqueci da identificação lá no topo. Nina Rosa. Arruma pra mim, Amélia?

7.6.09  
Anonymous Anônimo disse...

Vocês já viram que a Aldema vai casar!

7.6.09  
Anonymous Anônimo disse...

Já casou!

8.6.09  
Anonymous a repórti disse...

Ué, Nina!!!
Se agarra nesse moço.
Eu hiennnnnn. E não reclama

8.6.09  
Blogger Dorotéia disse...

Ei Nina, não complica! Vai lá e tira as dúvidas. Afinal, você quer ou não um namorado???

8.6.09  

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