domingo, 9 de março de 2008

MINHAS MULHERES [algumas]

A primeira professora. Dona A. Do Ateneu. Doce de mulher. Foi também a minha professora de piano. A primeira, porque a segunda foi Dona M. Peitos tamanho... digamos assim ... 68.
Sem exagero. Na época não era, mas hoje é mulher, a E. que tocou Chopin comigo na formatura. Polonaise. Ela passava o cabelo a ferro e morria de inveja do meu. Tanto fez tanto fez que fui com meu cabelo preso na colação de grau e no baile de formatura. O tanto fez, na verdade, deve ser substituído por um "tanto pediu tanto pediu". Amiga era assim. Pedia e a outra atendia. Se fosse hoje ela tinha tocado fogo no meu cabelo. Da vizinhança, a R. Filha da dona Wilma. O pai dela tinha um Sinca Três Andorinhas! Que coisa !!! R. e eu crescemos bons anos juntas, saindo domingo à tarde com os vestidos iguais para ir ao cinema no Gonzaga e depois sentar no muro do prédio do Boqueirão pra ver e sermos vistas. Sempre magra ela... mas com o tempo ficou loira. Do ginásio e do colegial lembro de muitas meninas mulheres e professoras. Lindomar !!! ARGH !!! Mas tinha Dagmar, a Diretora. Mais importante mesmo eram as amigas. Tive L. e S. por quase todos os nove anos do Colégio Estadual [eu repeti a primeira e a terceira séries]. Formamos um trio inseparável e descobrimos juntas um monte daqueles segredos de mulher ... Elas odiavam o meu mau humor matinal. De fato, era muito desagradável dormir na casa da S. e não falar com ninguém na mesa do café do manhã. Só bom dia mesmo. Mas a raiva delas ia piorando porque a gente ia a pé pra escola e eu ... muda [a gente muda ...] Foi nessa época que apareceu a minha primeira “ídola”. A R. Morena. Alta. Olhos verdes. Linda. Tudo que eu queria era ser igual a ela quando crescesse. Ela era uns 3 anos mais velha do que eu e tinha a bunda do tamanho do banco do bonde. Banco duplo. Deus ouviu as minhas preces. Mas foi com ela - a Ruth - que eu aprendi a comer no restaurante e foi com ela que eu assisti meu primeiro filme proibido pra menores de 18 anos: “Belle d’jour”. É ou não é pra ser ídola? Depois da R. as outras foram normais até a Faculdade. Aí, sabe como é, chove mulher maravilhosa! Na primeira turma, a D. tinha um Gordini e gastava todo o salário para pagar a terapia.
A FUPE [apelido da L.] só vivia com aquele sorrisão escancarado e me ensinou a jogar – muito bem – pebolim. Jogo e adoro até hoje.
A turma da política pesada em tempos de Coronel Erasmo Secretário de Segurança Pública de SP puxava e protegia. Eu bem tentei vir fazer a travessia do Rio São Francisco... mas a família vetou o “passeio”. Da segunda turma tenho, além do diploma, amigas mães e madrinhas, por menos que elas saibam. No chopinho no Heinz no final do ano passado, a mesa era de amigas. Muito amigas – com todas as diferenças. Claro que S. eu levanto pra bater palmas!!! É minha afilhada [de casamento] e é mãe de outra maravilhosa mulher: tb minha afilhada, a L. O que seria de mim sem ela ... E me lembro daqui do trabalho. Da minha outra irmã, de outra cor, a W. agora rezando por outra grande mulher lá em Manaus: a mãe dela, que vai morar em outro lugar quem sabe com a minha mãe. Conheci muitas, e muitas delas mais do que dignas de preencherem livros, que dirá bloguinhos como este ... Mas as que eu não conheço e amo vêm agora:
; Maria. Maria do Ari. Maria me lembra aquele grito de guerra do cantor do trio: “se não guenta pra que veio?” E Maria veio. Porque mais que agüenta. Sustenta. Ama. Vive. E usa vestido e dança. E ri das amigas do marido e afaga os cachorros. E rega as plantas. E pinta as unhas. E reza. E ora, ora! Claro! Não. Não é só claro. É escuro às vezes. E Maria nem espera o medo passar pra levantar.
Maria é linda!
; Tem Nina. Nina Rosa.
Menina Divina essa que nasceu e vive em terra de comida, de gente chic e de dinheiro, que passa você pra trás com educação e falando baixinho, mas passa ... Menina Divina essa jornalista que fez a própria ilha pra trabalhar feliz e que ainda não sabe que vai ter que ser sempre assim e que ela vai ter sempre essa força e esse gosto de sempre fazer assim. Mas não escreve assim que senão é demissão justa causa!
Se bem que aí tu vem pra cá e vai tomar banho de mar no Porto da Barra que é o mínimo que vc merece. ; ;
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Tem a curitiboca Sandra Eks! A gente montou assim uns 15 blogs com 28 nomes. A gente escreveu um livro, foi best seller mundial por semanas, deu entrevista no Jô e terminamos trilhardárias. Tudo moooiiito virtual, com ela travando uma luta insana, inglória, insalubre e só não insolúvel porque ela é como gato que tem sete vidas – e pelo que sei ainda está gastando a primeira. Todo mundo já notou que as pessoas honestas sumiram das prateleiras dos supermercados né? Pois a San ainda existe. E dentro do prazo de validade. Deve ser a última peça da última remessa. Ela é daquelas mulheres que eu quero do meu lado envelhecendo comigo. Tá bom! Se eu já tiver envelhecido, não faz mal, mas alguém aí bota a cadeirinha dela do meu lado no asilo fazendo favor. É conversa gostosa e inteligente. E aí, como tudo já terá sido [inclusive o Lula] ela vai ser só coração! E vamos estar juntas! Agora as que eu conheço. Bom, as que eu penso que conheço ...
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Pró. ;
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Vou dizer logo uma mentira pra esclarecer tudo: Você tá no lugar errado na hora errada com as pessoas erradas, entendeu? Rosana é a acadêmica menos acadêmica que eu conheço [quer dizer, tem Aldema né fófi?] o que me deixa mais irritada porque não posso falar mal de todas e ainda me iludo! Tenho certeza de que deve ter alguma hippie desgarrada por aqui, que ainda vive meio Arembepe, querendo ser Pró, mãe, filha, escritora, doméstica, terapeuta, congressista e acadêmica. Porque a Pró ... bom...
a Pró é aquela ... de sandália rasteirinha e vestido feito de canga de Bali ali sentada na grama do Farol da Barra aplaudindo o por do sol. ; ;
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A Tássia. Tassita. Ô menininha velha!
O que faz dela uma mulher plena e faz de mim uma saudosista ... Saudade da batida do Deolino, dos 2 meses trabalhando sem folga, do salário vergonhoso, do isso e do aquilo e da garra, da luta, do tesão, do comichão que faz ferver a cabeça. Tassita ferve. Transborda. Derrama. Esparrama ... sem preconceito. Se faz pequena pra reverenciar quem ela vê maior e se agiganta pra ficar melhor do que eles. Como se ainda não fosse... Talvez ela fique melhor loira e magra, mas nunca ficará melhor fazendo qualquer outra coisa que não seja feita exatamente da forma que ela faz: vivendo perigosamente apaixonada! ; ;;
Suely Temporal Hoje to com preguiça ; ;
Rose Vitaly
Rosita veio descendo a Avenida Sete no meio da multidão do carnaval, como se fosse a única. E era. Tinha uns duzentos colares de Filhos de Gandhy no pescoço e a passagem pra voltar pra São Paulo. Ela foi e eu fiquei. Um pouco aqui, mas sempre grudada nela. Menos, muito menos do que eu gostaria, afinal, durmo com ela ... eu e M. La Vitaly [como dizia J.L.] é mulher de superlativos. Em tudo - e ela vai dizer que na conta bancária não é, e vai continuar fingindo que se importa com isso - mas ela se importa com a gente. Se importa com gente. Como naquele dia, que deu pro pivete que tentou assaltar a filha dela uma cesta básica ...
Rosita é uma mulher grande! Na verdade, ENORME. Pensa no meu tamanho e pensa no tamanho do colo que ela tem pronto pra me oferecer ... Não disse que ela é enorme? Agora pensa no tamanho do mundo ... Ele cabe no colo dela! ; ;
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E tem a doutoralouralouca.
E temos nós todas, umas às outras.
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8 Comentários:

Anonymous san disse...

Não sei se mereço tanta querença, miga. Não sou assim flor que se cheire. Quem sabe de longe, só. Mas valeu. Quem sabe um dia a gente faça baruio. Bzos

9.3.08  
Anonymous Rosana disse...

Tudo isso, amiga?! Também te amo! bj

9.3.08  
Blogger Tássia Novaes disse...

Coisa mais linda de ler. Denisita, fico impressionada com sua percepção. Eu gosto tanto de você. Tanto, tanto. Me convida prum chá, vai. Beijos

9.3.08  
Anonymous san disse...

Miss D:
Faz favor! Essa fófis com pneuzinhos usando top não tem nada a ver comigo. Imagina se eu ando mostrando pneus por aí, santa. Mas nem mooorta!

A fotenha da descabelada totalmente estresse de vassoura na mão, essa sim sou eu.

9.3.08  
Blogger Nina disse...

Denis, fico pensando na distância enorme e na proximidade enorme que temos entre nós. Como é que pode alguém tão longe me conhcer tão bem?

10.3.08  
Anonymous Anônimo disse...

Ó, não sou mulé, não, mas você me emocionou a ponto de lágrimas rolarem no meu rosto. Muito lindo demais da conta, sor!
E, ó... quando eu crescer, quero escrever que nem você, viu?
Mandei pra Maria.

Bjo,

Ari

10.3.08  
Anonymous Anônimo disse...

Mana.

Existiu uma outra mulher com M., e com certeza também de grande importância em sua vida.

Mãe.

Assin.: Mano

11.3.08  
Blogger denis rivera disse...

Mano, com M tem mulher de fazer fila ... prima, tem duas... Tem a M casada com o primo N. Teve a mãe da prima M que é minha madrinha ... Tem a vizinha da frente - M. Teve até a portuguesinha da Walls, a M. Até a mãe, era M. Mas aí ... se não dá nem pra pensar ... que dirá escrever ... Essa é livro.

12.3.08  

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